NYC: dez dicas para ter uma viagem perfeita

NYC vista do topo do Empire State Building

Nova York é uma cidade doida. Tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, sempre algo para fazer, buzinas e sirenes de ambulâncias constantes. Mesmo eu, nascida e criada na loucura de São Paulo, me sinto em um turbilhão quando estou na Big Apple, principalmente, em Manhattan, a parte mais visitada do destino. NYC não dá trégua, bobeou, se dá mal, por isso, reuni neste post dez dicas para que, como eu, você não “quebre a cara”.

1 –  Compre Citypass para pular filas e economizar Citypass é um sistema de talão com ingressos para várias atrações e disponível para muitas cidades dos Estados Unidos e Canadá. Nova York é um dos destinos que tem Citypass. Em NYC o Citypass tem ingresso para seis atrações – dentre elas, Empire State Building e ilha Estátua da Liberdade. Ele custa atualmente US$ 122 para adultos (valor de agosto de 2017) e, se você fosse a todas as seis atrações pagando entrada direto no local gastaria 42% a mais. Outra vantagem, além da economia, é que dá para pular algumas etapas de fila e, tempo em NYC é ouro. Dependendo da época que estiver na cidade, todas as atrações são bem cheias. Com o Citypass, além de economizar o tempo que você compraria o ingresso, ainda “fura a fila”, como no Empire State Building, que tem várias etapas em sua subida e usuários do Citypass já escapa de algumas.

2 – Marcar subida para no Top of The Rock com antecedência – Minha grande decepção na cidade por falta de organização da minha parte. Achei que o observatório Top of the Rock, que fica no Rockfeller Center, não tivesse horário marcado para a visita, pois tem. Outras atrações de NYC têm entrada por ordem de chegada mesmo, mas o Top of the Rock, não. Primeira vez que fui, não pesquisei, cheguei, lotado, só teria horário em um momento que eu não poderia ir, desisti, não tinha outro dia disponível para o passeio. Segunda vez, anos depois, esqueci disso tudo e fui novamente com meu Citypass achando que já poderia subir, só pegar fila. Só dava para marcar horário para noite e eu estava péssima, gripada, o vento cortando meu rosto, desisti de novo. Conclusão: duas vezes em NYC e nenhuma subida ao Top of the Rock. Minha sugestão é que um dia, antes de fazer qualquer coisa, passem no local e reservem a subida para um horário no fim da tarde. Assim, dá para visitar outros lugares durante o dia e você já se programa para o retorno.

3 – Aproveite Restaurant Week – NYC já tem tradição em Restaurant Week, que é bem antiga por lá. Assim como em cidades do Brasil, o cliente paga um preço fixo por um menu fechado. Diversos bons restaurantes participam e uma coisa bem legal é que a Restaurant Week de NYC acontece duas vezes por ano, tem a edição de inverno (janeiro/fevereiro) e a de verão (julho e agosto). Aliás, a de 2017 está rolando enquanto escrevo o texto, termina em 18 de agosto, com menu para o almoço de US$ 29 e jantar por US$ 42, sempre com entrada, prato principal e sobremesa. É uma ótima oportunidade para conhecer ótimos restaurantes sem gastar uma fortuna.

4 –  Veja um jogo de basquete da NBA – uma das melhores coisas que fiz nas minhas passagens por NYC foi ver um jogo da NBA. Contando com a pré-temporada, há partidas de outubro a junho em diversas cidades dos EUA, incluindo NYC. Eu vi um jogo no Madison Square Garden, que é um ícone da cidade, e, pelo que entendi, as partidas da NBA costumam acontecer nele. É muito emocionante e a infraestrutura é ótima. Podem ver toda minha experiência neste texto aqui. E, caso não esteja na temporada de jogos mas queira conhecer o estádio, tem visitação guiada.

Jogo de equipes NBA no Madison Square Garden

5 – Coma no Shake Shack – quando fui para NYC este ano (2017), duas amigas recomendaram: vá comer hambúrguer no Shake Shack. Fui pesquisar, descobri que a cadeia de lojas nasceu de um pequeno carrinho de hot dog no Madison Square Park e hoje tem mais de uma dezena de estabelecimentos na cidade de NYC e em outros destinos dos EUA. Como amo hambúrgueres, claro que eu fui. A carne realmente é incrível e também as batatas. O cardápio é bem enxuto. Para beber, milk shakes e limonadas bem gostosas. Com US$ 20 por pessoa dá para fazer uma refeição bem gostosa tomando um shake ou tomando uma casquinha de sobremesa. Dica, tem um Shake Shack no Woodbury Outlet, que fica a 90 quilômetros de NYC, caso vá até lá fazer compras, é uma boa pedida. Deixo aqui o site deles que tem tudo que precisam saber sobre localidades e cardápio: https://www.shakeshack.com

Hambúrgueres Shake Shack

6 – Evite dirigir na cidade – NYC tem trânsito caótico. Em Manhanttan, pelo menos, muitos pedestres não respeitam faixas ou semáforos, assim como os motoristas também não. Fora que tudo está sempre lotado. Os estacionamentos são bem caros, ainda mais para nós com o real desvalorizado. Como o sistema de transporte público é muito eficiente, sugiro usá-lo para se locomover por lá. Também usei Uber quando chovia muito ou estava atrasada. Aluguei carro, porém, só peguei quando ia sair da cidade rumo ao Canadá e, quando voltei, devolvi na locadora para ficar mais tempo em NYC. Nos poucos momentos que Rodrigo e eu dirigimos, enfrentamos toda essa loucura.

7 – Faça reservas da estátua da liberdade com antecedência – se você só quer ir até a ilha na qual fica a Estátua da Liberdade e pronto, não quer entrar no monumento nem subir até a coroa, ótimo, com um ingresso regular ou Citypass o problema está resolvido, o embarque no barco é por ordem de chegada. Porém, se quer mais precisa se preparar com antecedência. Vamos começar pelo mais difícil: subir na coroa. As vagas são limitadas por dia, por isso, precisa reservar com BASTANTE antecedência no site de ingressos (esse aqui: https://www.statuecruises.com/statue-liberty-and-ellis-island-tickets?bid=crown#/) e escolher a opção “Reserve with Crown Ticket”. O ideal é que essa reserva seja feita com uns quatro meses de antecedência porque o número de pessoas por dia é bem limitado, eu deixei para fazer com uns dois e já estava tudo lotado. Reserva feita,poupe seu fôlego, a subida é bem cansativa, com muitos degraus.  Caso queira ter acesso ao monumento, mas sem subir até o topo, pode comprar o ingresso Pedestal Reserve Ticket, que tem o mesmo valor do ingresso comum, mas com esse direito de entrada no monumento, que é limitado. Quem tem Citypass só tem direito ao ingresso regular, porém, se chegar bem cedinho (tipo sete da manhã), pode passar na bilheteria e pegar um papel que dá acesso ao monumento, se ainda houver disponibilidade. Todos os ingressos incluem a ida e volta de barco que pode ser com saída de NYC ou New Jersey, de acordo com escolha na hora da compra.

Fique atento às dicas se quiser acessar o monumento ou subir na coroa

8 – Não leve bolsas grandes às atrações, por favor – com a onda de atentados terroristas nos EUA e Canadá, é bem comum em ambos os países as atrações manterem uma política bem rígida de segurança. Muitas das que eu fui na última viagem revistavam as bolsas, incluindo o estádio Madison Square Garden. Portanto, o melhor é ir com uma bolsa ou mochila pequena. Em Toronto, na CN Tower, um turista foi com sua mala de viagem. Deu o maior trabalho, atrapalhou e atrasou a fila toda. Portanto, evite esse constrangimento.

As atrações costumam revistar os pertences dos visitantes

9 – Leve um guarda-chuva e galochas –  infelizmente, nunca visite NYC no verão, apenas na primavera. Nas duas viagens, choveu muito na cidade. Como turista não tem tempo para perder, tem que sair na chuva mesmo. Portanto, cheque a previsão do tempo e, se for de chuva, acredite e leve guarda-chuva e galocha. As chuvas duram horas, não é brincadeira. E não dá para comprar guarda-chuva em NYC? Claro que dá, mas, ás vezes, são bem caros, ainda mais se estiver em regiões centrais de Manhattan. Só na última viagem, comprei dois. Caso não tenha galocha e quiser deixar para comprar uma por lá, vai encontrar modelos ótimos e por bons preços. Se ainda tiver neve na primavera, algo que aconteceu comigo, leve botas adequadas, caso contrário, não conseguirá andar, é muito escorregadio.

10 – Não deixe para comer na Times Square após a meia-noite – Da primeira vez que visitei NYC comi de madrugada na Times Square sem problemas. Lembro que tinha até self-service 24 horas. Mas agora vi que as coisas mudaram. Apesar das lojas ficarem abertas até muito depois da meia-noite, como a Forever 21 ou Sephora, para comer por ali depois desse horário é impossível. Na última viagem, Rodrigo (meu noivo) e eu estávamos empolgados e ficamos andando pela Times Square. Só fomos lembrar de comer mais de meia-noite e isso é bem fácil de acontecer com qualquer um em viagens. Resultado: nada aberto, só bares. A sorte foi que estávamos em um hotel na Korean Way, na rua 32 West e, por lá, tudo fica aberto 24 horas. Dá para comer churrasco coreano na madrugada. A vizinhança, acho que pegando a ideia dos coreanos, também acaba deixando alguns restaurantes abertos. Foi assim que jantamos duas vezes de madrugada, uma vez sanduíches de uma espécie de padaria e, em outra, pizza.

Times Square cheia por volta da meia-noite

Gostou das dicas? Se tiver mais alguma para contribuir com outros leitores ou perguntas, deixe seu recadinho na área de comentários.

Fotos: Rodrigo Barrionuevo e Sylvia Barreto

Texto: Sylvia Barreto

 

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