Sugar shack: faça uma refeição típica de Quebec

Refeição com maple syrup em todos os pratos na La Sucrerie Blouin em Ile d’Orléans, Quebec

Na bandeira do Canadá há uma folha, é quase impossível que nunca tenham reparado. Ela é a folha de bordo, ou maple, em inglês. Ao andar pelas ruas de cidades canadenses no outono, principalmente, vai ver um monte dessas folhinhas caídas no chão. A seiva desse tipo de árvore é extraída e dá origem a um grande símbolo do Canadá, o maple syrup.

Se você nunca comeu maple syrup e vai para o Canadá, não deixe de experimentar a delícia em suas panquecas e waffles, que é o jeito mais comum de provar. Vende em qualquer supermercado por lá Eu amo maple syrup há anos e quando fui para o Canadá em abril desse ano me dei conta que iria bem na época da extração da seiva das árvores de maple e, quando isso acontece, na província de Quebec diversos restaurantes fazem refeições inteiras com essa delícia, é o sugar shack.

Provando o sugar shack

Fui com o Rodrigo (meu noivo e quem faz as fotos do site) em abril para diversas cidades da província de Quebec, uma delas, a própria cidade de Quebec, que é incrível. Descobri que o momento ideal para começar a retirada da seiva das árvores de maple é no fim de inverno e por toda primavera, período que vai desde o meio de março até meio de junho.

Testamos a La Sucrerie Blouin e aprovamos como uma experiência canadense autêntica

Na província de Quebec há cerca de 7.000 produtores de maple syrup. No período de extração, muitos deles abrem suas portas para servir refeições completas com um toque de maple syrup desde a entrada até a sobremesa. Há alguns, inclusive, que oferecem esse tipo de serviço o ano todo.

Pensando em ter uma experiência bem “quebequense”, resolvi provar um menu desse tipo na cidade de Quebec. Foi um dia incrível, nem digo pela refeição, mas porque tive a oportunidade de conhecer uma parte linda da região. No site oficial da cidade e arredores de Quebec achei um post com algumas indicações de local e, conversando no meu hotel, o Auberge Saint-Antoine, decidimos pela La Sucrerie Blouin, que fica na Ile d’Orléans, uma ilha unida à cidade de Quebec por ponte.

Fomos de carro até Ile d’Orléans. O trajeto da parte histórica da cidade até lá dura cerca de meia hora. Quando estivemos lá, apesar de ser abril, nevava bastante e a ilha estava toda coberta de neve. O lugar é cheio de pequenos produtores de maple syrup e sidra. A La Sucrerie Blouin fica bem à beira-mar e é extremamente tradicional, uma bela cabana. Apenas uma funcionária falava inglês, as outras, só francês, mas foram super simpáticas e tentavam entender nosso inglês e nós, o francês delas.

Entradinha

Pratos principais

Os ovos foram os meus preferidos dessa parte da refeição

A refeição completa custa 22,50 dólares canadenses por pessoas às quintas e sextas para adultos. Era uma quinta-feira e fazia muito frio. Para começar, nos serviram uma sopa de ervilhas que, para mim, também tinha grão-de-bico e estava bem gostosa. Tinha apenas um leve toque adocicado de maple syrup.
Após a sopa de entrada, veio muita comida, todos os pratos principais juntos. Quando vi que tinha feijão, minha brasilidade aflorou, era o maple syrup beans. Claro, o prato não lembra nosso feijão, ele é bem adocicado. Tinha também meatball stew, que eram almôndegas de carneiro, presunto, linguiça, torta de carne, batatas, ovos e, pasmem, torresmo. Pois é, em Quebec há um prato de porco igualzinho o nosso torresmo, mas no caso do sugar shack, ele tem maple syrup. Para sobremesa, panquecas com maple syrup, claro. Para beber incluem chá, café e leite.

Tenho que confessar que a refeição não me agradou muito. Explico, havia muitas coisas com carne de porco e de carneiro, que são carnes que não me agradam muito, por isso, não aproveitei tanto. De qualquer maneira, não sairia de Quebec sem provar essa tradição.

Quando estávamos indo embora, vimos que uns senhores levavam umas panelas cheias de maple syrup e despejavam em uns recipientes de madeira com neve. Alguns adolescentes que estavam no local iam correndo com um palito de sorvete e passavam naquele caldo e saía algo como um caramelo. Bom, lá fomos nós pegar nossos palitos e passar no doce. Era sensacional, comemos alguns e fomos embora sem saber o que era aquilo.

Vista do local em um dia de muito frio

A La Sucrerie Blouin vista de fora

Tem passeio de charrete

Interior da La Sucrerie Blouin

No caminho, paramos na Cidrerie Verger Bilodeau para comprar sidra, vale muito a pena dar uma passada lá. Conversando com das atendentes, muito simpática, ela nos explicou que aquilo que havíamos comido se chama Mapple Taffy, também conhecidos como Snow Pops, Maple Candy, or Sugar on Snow. Para que o mapple syrup seja feito, a seiva é fervida várias vezes. Para fazer o Mapple Taffy, ela é fervida mais ainda e jogada diretamente na neve e, mágica, estão prontos os pirulitos deliciosos. Poxa, queria comer mais.

Nós não fizemos, mas a Sucrerie Blouin também oferece passeios de charrete e uma visita guiada e explicação sobre a produção. Estava muito frio no dia e preferi evitar passeios ao ar livre.

Sobremesa: panquecas com maple syrup

Fazendo o Mapple Taffy

Fui tentar também

Rodrigo segurando o Mapple Taffy

Amamos!

Para aproveitar a ida à ilha, dê um pulinho na Cidrerie Verger Bilodeau

Serviço
La Sucrerie Blouin
Site: www.sucrerieblouin.com
É necessário fazer reserva

Texto: Sylvia Barreto
Fotos: Rodrigo Barrionuevo

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